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Selic Cai para 14,75%: o que muda para quem tem ou quer um empréstimo?

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Selic Cai para 14,75%: o que muda para quem tem ou quer um empréstimo?
O Banco Central cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos. A taxa Selic caiu de 15% para 14,75% ao ano — uma redução de 0,25 ponto percentual, aprovada por unanimidade pelos sete membros do Copom. A Selic estava em 15% desde junho de 2025, o maior nível em quase 20 anos. Antes disso, o Banco Central havia elevado os juros sete vezes seguidas entre setembro de 2024 e junho de 2025 para conter a inflação. Agora, com os preços mais controlados, o ciclo começa a se inverter. Antes do início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, o mercado apostava em um corte mais agressivo, de 0,5 ponto percentual. A disparada do petróleo — que saltou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100 por barril — mudou o cenário. O Copom informou que os próximos passos dependem de como a guerra evolui. A queda de hoje é pequena, mas marca o início de um ciclo. A previsão dos analistas é de que a Selic chegue a 12,25% ao ano até o final de 2026, se o cenário permitir novos cortes. À medida que a Selic cai, os bancos tendem a reduzir gradualmente as taxas cobradas nas diversas modalidades de crédito. Para quem tem carteira assinada, o crédito consignado CLT — já hoje a modalidade mais barata do mercado — tende a ficar ainda mais acessível ao longo do ano. Para quem está com dívidas caras — cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal — o momento reforça a importância de trocar essas dívidas por modalidades com juros menores. O consignado CLT, com parcelas descontadas direto no salário e taxas muito abaixo do mercado, continua sendo a alternativa mais inteligente para o trabalhador com carteira assinada.