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Correios fecham 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões: o que isso diz sobre o momento econômico do país

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Correios fecham 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões: o que isso diz sobre o momento econômico do país
Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, o 14º trimestre consecutivo no negativo — mais do que três vezes o rombo de 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. A sequência negativa começou no fim de 2022. O principal fator de 2025 foi o pagamento de precatórios: R$ 6,4 bilhões em despesas decorrentes de decisões judiciais. Desse total, R$ 2,63 bilhões referem-se a ações trabalhistas movidas por funcionários da empresa, relacionadas a adicionais de atividade e periculosidade. A receita também caiu. A empresa faturou R$ 17,3 bilhões, uma queda de 11,35% em relação a 2024, puxada pela redução de 65,6% nas encomendas internacionais após as mudanças nas regras de tributação sobre importações de baixo valor. Para manter as operações, os Correios fecharam um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa), com garantia da União até 2040. A taxa ficou em 115% do CDI, com carência de 3 anos. A estatal abriu um Plano de Demissão Voluntária. Entre fevereiro e abril de 2025, 3.181 funcionários aderiram, somando 3.756 desligamentos voluntários desde 2024 — economia estimada de R$ 775,7 milhões em 2026. Dica MRCRED: Momentos de instabilidade econômica são os mais importantes para organizar o crédito. Se você tem carteira assinada e precisa de dinheiro com parcelas que cabem no salário, o Empréstimo Consignado CLT tem as menores taxas do mercado. A MRCRED compara as condições de mais de 10 bancos e encontra a melhor oferta para o seu perfil. A crise dos Correios não é um caso isolado. Ela concentra três problemas que afetam muitos trabalhadores brasileiros: decisões judiciais trabalhistas acumuladas (os R$ 2,63 bilhões em precatórios mostram que conflitos sobre direitos não resolvidos têm custo real e crescente), queda de receita por mudança de regras (a taxação das importações mudou o comportamento do consumidor e impactou o volume de trabalho), e endividamento com garantia pública (o empréstimo de R$ 12 bilhões com aval do Tesouro transfere parte do risco para o contribuinte).